sábado, 8 de dezembro de 2007

e na onda de Tropa de Elite...

Padilha questiona afirmações de produtor sobre pirataria
Eduardo Costantini Jr. afirmou que venda de cópias ilegais ajudou na divulgação de 'Tropa'. Para o diretor José Padilha, 'a pirataria foi extremamente danosa ao filme'.

Os fanfarrões!

Surge mais uma discórdia envolvendo "Tropa de elite". Em resposta às declarações do produtor Eduardo Constantini Jr., o diretor José Padilha e o produtor Marcos Prado divulgaram uma nota afirmando que, ao contrário do que foi dito, a pirataria foi extremamente danosa ao filme.
"[Isso] foi demonstrado por pesquisas realizadas por diversos institutos de opinião, incluindo o Ibope", diz a nota.
Em entrevista à agência Reuters, Constantini havia declarado que a pirataria ajudou a divulgar "Tropa de elite". Ele também disse que o filme tinha grandes chances de entrar na seleção competitiva do Festival de Cinema de Berlim. Padilha e Prado desconversaram: "Ainda não temos informações sobre a participação do filme em festivais internacionais".
A nota oficial também declara: "Gostaríamos de esclarecer que os produtores do filme 'Tropa de elite' são José Padilha e Marcos Prado". Constantini seria co-produtor internacional e por isso, segundo eles, não poderia responder como produtor do longa.
A entrevista
As declarações do empresário argentino Eduardo Constantini Jr. foram dadas à Reuters numa entrevista sobre a produção de filmes na América Latina. Ele admitiu que a pirataria do DVD do filme no Brasil teve impactos positivos para o sucesso da produção. "Neste caso, não sei quanto ajudou ou prejudicou... A pirataria ajudou a divulgar o filme", afirmou depois de ter participado do seminário Economia Criativa, organizado pelo governo do Estado de São Paulo. Costantini disse que terá lucro com o filme brasileiro. Ele informou ter colocado US$ 2 milhões na produção e espera um retorno de 50% em dois anos, com a carreira internacional da película. Como estratégia para atingir tal faturamente, a equipe do filme teria escolhido concorrer a uma vaga no Festival de Berlim, ao invés de ir ao norte-americano Sundance. "Existe grande probabilidade de que o filme entre na seleção competitiva de Berlim", comentou o empresário. Constantini, de 32 anos, é filho do milionário argentino dono do quadro "Abaporu", da brasileira Tarsila do Amaral.

"Tropa de Elite, osso duro de roer..."

Nenhum comentário: