segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Vitória contra a volta ao passado!

blog que acompanhou a guerra de perto: http://colunas.g1.com.br/redacao/category/mundo/


vídeo da vitória: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM761482-7823-N-VENEZUELANOS+REJEITAM+REFORMA+CONSTITUCIONAL,00.html





http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL198116-5602,00-CENTERCOBERTURA+COMPLETA+O+REFERENDO+NA+VENEZUELACENTER.html





Chávez não pode mais dividir a Venezuela, diz oposição
Para Ismael Garcia, do partido Podemos, clima de polarização tem de acabar. Proposta do presidente de mudar a Constituição foi rejeitada nas urnas neste domingo (2).





A enorme abstenção eleitoral registrada no referendo da reforma constitucional venezuelana é um indício que a sociedade do país não quer mais o clima de enfrentamento e polarização política do passado, segundo o líder do Podemos, o principal partido de oposição do país. Em entrevista coletiva, na qual a reportagem do G1 esteve presente, Ismael Garcia, que lidera o grupo dos únicos seis parlamentares que não apoiaram a reforma constitucional quando ela passou pelo poder legislativo há um mês, disse que valorizava o reconhecimento da derrota -anunciado pelo presidente Hugo Chávez imediatamente após a divulgação dos primeiros números da apuração do referendo.
“A abstenção de 44% mostra que quase metade da população se cansou da disputa violenta. A partir de agora, o país vai ser socialista na medida em que a sociedade for socialista. Nada pode ser imposto”, afirmou Garcia, na tarde desta segunda-feira (3). O líder do Podemos agradeceu o apoio dos jovens venezuelanos e dos estudantes que fortaleceram o movimento pelo ‘Não’ no referendo. “Os ‘muchachos’ não são filhinhos de papai, não estão a serviço da CIA ou do imperialismo. São jovens que não têm relação com o passado político do país e que têm uma ambição distinta da do governo”, disse. Segundo Garcia, o resultado do referendo acaba com todos os mitos de que discordar do governo é uma traição.





Derrota de Chávez
Numa votação extremamente disputada, a população venezuelana rejeitou a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez no referendo realizado neste domingo (2). O Conselho Nacional Eleitoral anunciou os resultados durante a madrugada, mais de 8 horas depois do fechamento das seções eleitorais.


A votação foi dividida em duas partes. No bloco A, 50,7% dos venezuelanos rejeitaram a proposta que, entre outros ítens, permitiria que o presidente se candidatasse indefinidamente ao cargo. A diferença entre o "Sim" e o "Não" foi de apenas 124.962 votos -num universo de 9 milhões de votantes.


No bloco B, 51,05% dos eleitores derrubaram a proposta que permitiria diminuir a idade dos eleitores (para 16 anos) e restringiria a liberdade de expressão durante os estados de exceção, entre outros ítens. A diferença entre o "Sim" e o "Não" também foi muito pequena: de apenas 187.196 votos.





Abstenção alta
Segundo dados oficiais, 9.002.439 venezuelanos votaram neste domingo, de um universo de cerca de 16 milhões que estavam aptos a ir às urnas. Na prática, 4 em cada 10 eleitores não votaram, uma abstenção alta, mas comum no país.O resultado foi surpreendente porque contradisse pesquisas de boca-de-urna divulgadas durante a madrugada, que apontavam vitória do "Sim" por pelo menos 6 pontos percentuais.


Com a derrota, Chávez, que está em seu segundo mandato consecutivo, não poderá se candidatar novamente à Presidência na próxima eleição. Nem terá seu mandato aumentado em um ano -como previsto em sua proposta de reforma constitucional.





Derrota reconhecida
Imediatamente depois de anunciado o resultado oficial, o presidente foi à TV reconhecer o resultado. "Final de fotografia", disse, se referindo à mínima diferença pela qual o "Não" venceu o "Sim".





"Agradeço aos compatriotas que votaram pelas minhas propostas e também aos que votaram contra elas, pois deram uma grande demonstração de democracia", disse o presidente. "Estamos orgulhosos do que fizemos, das nossas posições, do respeito às opiniões diferentes", disse, ressaltando que a democracia na Venezuela está mais forte de que nunca.

"Reconhecemos a decisão que foi tomada pelo povo, mas devemos reconhecer que foi uma decisão muito apertada. Respeitamos esta Constituição (a atual), respeitamos o povo, respeitamos nosso coração", disse Chávez

Segundo o presidente, a demora na divulgação nos dados se deu porque ele achava que a sociedade não merecia a tensão da contagem dos votos e, por isso, preferiu só divulgar os número depois que a vantagem do "Não" era irreversível.

"Espero que não haja nenhuma dúvida de que reconhecemos a derrota. Isso nos traz lições e a principal delas, para os setores da oposição, é que se dêem conta de que é possível e este é o caminho", disse, em relação à conquista do poder pela democracia e recomendando que a oposição deixe de lado os supostos golpes que Chávez diz haver contra ele.

A reforma
Apresentada pelo presidente Hugo Chávez, a reforma constitucional propunha a alteração de 69 dos 350 artigos da Carta Magna do país, incluindo questões importantes, como o termo do mandato presidencial (que continua sendo de 6 anos) e das reeleições, que continuam limitadas a dois mandatos (uma reeleição).

Proposta viva
Apesar de reconhecer a derrota, Chávez disse em seu discurso da madrugada que algumas das propostas de reforma da Constituição seguem vivas. Mas o presidente não detalhou como pretende implantá-las, ou mesmo se vai sugerir novas votações no futuro.






Hugo Chavez, presidente da Venezuela.

vídeo da situação hoje na Venezuela: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM761455-7823-N-VENEZUELANOS+VOTAM+CONTRA+CONSTITUICAO+DE+CHAVEZ,00.html

veja aqui a análise de William Waack para a derrota de Chavez: http://colunas.g1.com.br/williamwaack/2007/12/03/chavez-encheu-a-paciencia-dos-venezuelanos/


by: G1

"Não adianta Chaves, o mundo é capitalista, apesar desse sitema não ser muito justo, mas fazer o que. Estamos vivendo, pelo menos no Brasil um capitalismo pra todos, que está se tornando mais justo, o socialismo está quase morto, além disso com a arrogância de vossa senhoria, não conseguirá vitória alguma, a chave para um bom governante é a sensibilidade, a educação e a inteligência."

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